Área do Paciente

ORIENTAÇÕES BÁSICAS DE DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

Quando nos deparamos com um problema de saúde, vários passos são necessários desde o diagnóstico, até o tratamento e reestabelecimento. Podemos dividir em fases: Primeira – Diagnóstico:

Para um tratamento efetivo, é necessário um diagnóstico correto e, nos casos de câncer, é preciso realizar o estadiamento da doença para definir o plano de tratamento mais adequado.

Segunda – Estadiamento:

Estadiamento é realizado através de exames complementares que auxiliam a determinar a extensão do câncer no corpo de uma pessoa.

Quando o estadiamento está completo, o plano de tratamento pode ser traçado por uma equipe multidisciplinar e determinadas decisões podem inclusive envolver a vontade do paciente e família.

Terceira – Definição do tratamento:

Existem diferentes modalidades de tratamento para o câncer. Determinadas condições podem envolver diversos métodos de tratamento, como quimioterapia, radioterapia, cirurgia, métodos por radiointervenção e cuidados integrados.

Quarta – Tratamento:

Alguns tumores podem necessitar de tratamento com radioterapia e ou quimioterapia antes da cirurgia.

Quando definida a necessidade de tratamento cirúrgico, algumas condições podem ser necessárias, como, por exemplo, uso de antibióticos, preparo intestinal, alterações da dieta dias antes da cirurgia.

Após a cirurgia, também pode ser necessária complementação de tratamento com quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia.

Quinta – Acompanhamento:

Terminado o tratamento para o câncer, inicia-se o acompanhamento, que deve ser de, pelo menos,5 anos, inicialmente em intervalos de 3 meses, passando após 2 anos a intervalos de 6 meses e com necessidade de exames complementares de tempos em tempos.

 

ORIENTAÇÕES SOBRE CIRURGIA DE COLECTOMIA

Colectomia é uma cirurgia na qual o médico retira parte do intestino grosso (cólon) ou, em casos mais raros, todo o intestino grosso. É uma cirurgia que pode ser necessária em diversas situações como:

  • Inflamações com perfuração do intestino, como, por exemplo, em diverticulites complicadas;
  • Em casos de câncer;
  • Em casos de obstrução do intestino;
  • Sangramentos que não conseguem ser controlados por medidas clínicas;
  • Em lesões traumáticas do intestino grosso.

PREPARO PARA COLECTOMIA

Pessoas que necessitam realizar uma cirurgia para retirar parte ou todo o cólon podem precisar de  um “preparo” do intestino. Dependendo da parte do intestino que necessita ser retirada, pode ser necessário o uso de laxantes, enema e mudanças nos tipos de alimentos ingeridos nos dias que precedem a cirurgia. Alguns médicos também podem recomendar o uso de antibióticos para diminuir o número de bactérias no intestino. O médico rotineiramente orienta o paciente sobre o tipo de preparo necessário.

COMO É A CIRURGIA DE COLECTOMIA?

Existem vários tipos de colectomia (direita, esquerda, retossigmoidectomia e outras).O médico define qual o tipo necessário para cada caso. A maneira de realizar a cirurgia, aberta (por corte no meio da barriga) ou minimamente invasiva (por videolaparoscopia ou por robótica), vai depender do conhecimento e experiência do cirurgião. Sabe-se hoje que a cirurgia minimamente invasiva proporciona uma recuperação mais rápida, menos dor no pós-operatório e uma permanência menor no hospital do que a cirurgia por via aberta. Nossa preferência sempre é pela via minimamente invasiva, que pode ser realizada na maioria dos casos.

A cirurgia em si, consiste na retirada de um segmento, uma parte, do intestino. Dependendo da condição do paciente, ou da causa que levou o paciente a ser operado, pode ser necessária a confecção de uma ostomia (colostomia ou ileostomia), pode-se emendar (reconectar) as extremidades do corte do intestino, ou pode se combinar as duas técnicas.

COMPLICAÇÕES DE COLECTOMIA

Como todo e qualquer tipo de cirurgia, pode haver complicações nas colectomias. As mais comuns são:

  • Sangramentos;
  • Infecções dentro da barriga, na pele ou em outras partes do corpo;
  • Vazamentos de anastomose (emenda) intestinal;
  • Obstrução do intestino;
  • Desabamento (queda para dentro da barriga) de colostomia ou enterostomia;
  • Complicações clínicas gerais, como trombose venosa, distensão do intestino (íleo paralítico), náuseas, vômitos e outras.

 

ORIENTAÇÕES SOBRE ENEMA

Enema consiste na introdução de líquido pelo ânus e pode ser também chamado de enteroclisma ou clister. O enema geralmente contém medicações. O objetivo mais comum para seu uso é de realizar uma limpeza intestinal. Muito utilizado como preparo para cirurgias do cólon.

Também pode ser utilizado para conseguir uma melhor qualidade de imagens do intestino grosso em alguns exames como, por exemplo, tomografia e ressonância magnética.

 

ORIENTAÇÕES SOBRE HEMORROIDAS

Hemorroidas são veias do reto que estão dilatadas e podem ser classificadas em graus de desenvolvimento. Podem causar coceira (prurido), dor e, ocasionalmente, sangramentos após evacuações.

O QUE CAUSA AS HEMORROIDAS?

Basicamente o aumento da pressão dentro da barriga. Diversos tipos de condições ou problemas de saúde podem causar o aumento da pressão dentro da barriga. Constipação intestinal é o problema mais comum, o aumento da próstata no homem também pode favorecer o aumento da pressão abdominal, por dificultar a eliminação da urina. A gestação também pode facilitar a ocorrência de hemorroidas. Obesidade, dieta pobre em fibras e cirrose também são outros fatores que podem causar hemorroidas.

TRATAMENTO DAS HEMORROIDAS

O tratamento envolve, quando possível, tratar a causa de aumento da pressão abdominal e medidas que podem ser clínicas, como uso de laxantes, aumento da ingestão de fibras e líquidos, ou ainda envolver procedimentos médicos. Dependendo do grau da hemorroida, é possível tratar com medidas menos invasivas, como a ligadura elástica e escleroterapia. Em graus mais avançados, somente a cirurgia pode resolver o problema. Um médico sempre deve ser consultado para uma avaliação adequada.

 

ORIENTAÇÕES SOBRE OSTOMIA INTESTINAL – COLOSTOMIA E ILEOSTOMIA

Trata-se de um procedimento cirúrgico, utilizado para a construção de um novo trajeto para eliminação de fezes e secreções do intestino.  O termo genérico ostomia ou estoma significa “abertura”. Quando a cirurgia é realizada no intestino fino (delgado), é chamada de ileostomia e, quando é feita no intestino grosso (cólon), recebe o nome de colostomia. Utiliza-se uma “bolsa” aderida à pele para coletar as fezes e secreções. Na ileostomia, as secreções eliminadas pelo intestino, no início, costumam ser bastante líquidas e frequentes; com o passar do tempo, tornam-se mais pastosas e diminuem a frequência de eliminação. Na colostomia o aspecto das eliminações pode variar de acordo com o ponto do intestino grosso utilizado para construir a colostomia, podendo variar de consistência pastosa à mais sólida, e, também, a frequência de evacuações vai depender do local do intestino em que for feita a colostomia.

CUIDADOS PARA CADA TIPO DE OSTOMIA

HIDRATAÇÃO

Devido  à ileostomia apresentar eliminação de conteúdo mais líquido e com grande frequência, é necessário bastante atenção quanto  à hidratação. É necessário que se beba bastante líquido, para evitar quadros de desidratação, que podem acontecer, principalmente, em pessoas mais idosas. Uma forma bem prática de saber se a pessoa pode estar ficando desidratada, é prestar atenção na coloração da diurese (urina); pessoas bem hidratadas possuem urina clara, pessoas desidratadas podem apresentar urina escura. Portanto, se a urina está ficando mais escura, é sinal de que é preciso ingerir mais líquidos. Para a colostomia, o mesmo cuidado deve ser levado em conta, porém é menos comum a ocorrência de desidratação, pois, geralmente, a colostomia elimina fezes com menos líquido.

CUIDADOS COM A PELE

Outro ponto de cuidado muito importante para as pessoas que possuem ileostomia, é o cuidado com a proteção da pele ao redor da ileostomia. A secreção eliminada pelo intestino fino é capaz de irritar muito a pele, causando uma espécie de queimadura. Por esse motivo, é muito importante proteger a pele ao redor da ileostomia. O principal cuidado nesse sentido é de sempre fazer a abertura na bolsa coletora (bolsa de colostomia) bem justa, rente a ileostomia, de maneira a tentar não deixar pele exposta à secreção. Para isso, dependendo do caso, pode ser necessário o uso de materiais complementares como barreira protetora que pode ser em pasta ou em pó. Na colostomia, é recomendável o mesmo cuidado, porém, as eliminações da colostomia geralmente são menos irritantes para a pele.

ALIMENTAÇÃO

O tipo de ostomia pode requerer cuidados alimentares diferentes. Pacientes submetidos  à confecção de ileostomia devem preconizar uma alimentação que produza pouco resíduo e devem sempre estar atentos quanto à possibilidade de ocorrer desidratação. Vegetais, frutas com casca, frutas secas, cogumelos, pipoca e alimentos ricos em fibras farão com que haja maior eliminação de resíduos pela ileostomia e, por isso, devem ser evitados. Proteínas em geral, como carnes magras e ovos produzem pouco resíduo, pães não integrais e massas, batata, frutas sem casca, como  maçã e pera, também são recomendados. Para quem possui colostomia a alimentação é mais livre, principalmente colostomias do lado esquerdo, colostomias do lado direito podem exigir cuidados parecidos com os da ileostomia. Constipação pode ocorrer em colostomizados, situação que pode ser resolvida com mudança do hábito alimentar, boa hidratação ou uso de medicações. Determinados alimentos podem aumentar a produção de gases como feijão, brócolis, cerveja, bebidas gaseificadas e outros.

USO DE MEDICAÇÕES

Assim como são necessários maiores cuidados alimentares para quem possui ileostomia, também é necessária especial atenção no uso de determinadas medicações, como comprimidos ou cápsulas de liberação entérica ou de liberação prolongada, que podem ser eliminados sem serem completamente absorvidos. O uso de medicações líquidas pode ser mais recomendado.

ATIVIDADE FÍSICA

Esforços físicos mais intensos podem facilitar a ocorrência de complicações. Qualquer tipo de esforço físico, que faça com que a musculatura do abdome (barriga) seja contraída de maneira mais intensa, pode levar  à formação de hérnia para-colostomal (ao redor da colostomia) ou causar o prolapso do intestino (quando parte do intestino exterioriza em excesso). Esportes de muito contato devem ser evitados, atividades mais leves são permitidas, é possível inclusive nadar com a bolsa. Atividade sexual também é permitida.

TIPOS DE BOLSA DE OSTOMIA

Existem vários tipos de bolsas de ostomia, modelos de peça única ou de duas peças (base e bolsa coletora), drenáveis e não drenáveis, base plana ou convexa, coletor transparente ou opaco e diâmetros da base variáveis. Coletores de peça única geralmente são mais baratos que os de duas peças;, porém, os de duas peças são mais fáceis de manusear e limpar e também podem ser mais duráveis. Coletores não drenáveis são descartáveis. Por não permitir a limpeza, devem ser trocados com frequência, o que pode gerar lesões ou irritações na pele, devido às frequentes trocas. Bases planas são as mais comumente utilizadas, bases convexas podem ser úteis em ostomias que estão “afundadas” na pele. O diâmetro da base necessário vai variar de acordo com o tamanho da ostomia.

MANUTENÇÃO DA BOLSA

O tempo de permanência da bolsa ou conjunto placa e bolsa (quando for de 2 peças) é variável, presença de vazamentos exigem a troca, presença de forte odor, irritação da pele, muita sujidade também indicam a necessidade de troca.Em geral, o prazo de 5 a 7 dias é o tempo médio de durabilidade das bolsas.

IRRIGAÇÃO DE COLOSTOMIA

Pacientes com determinados tipos de colostomia e colostomia permanente (quando não é possível desfazer a colostomia), podem usar “irrigação” através de um dispositivo apropriado, para tentar regularizar as evacuações e assim obter um melhor controle das evacuações.

 

ORIENTAÇÕES SOBRE RETOSSIGMOIDECTOMIA

Retossigmoidectomia é uma cirurgia na qual o médico retira parte do intestino grosso (cólon) e parte ou todo o reto (reto é a parte final do intestino grosso). É uma cirurgia que pode ser necessária em diversas situações como:

  • Inflamações com perfuração do intestino, como, por exemplo, em diverticulites complicadas;
  • Em casos de câncer;
  • Em casos de obstrução do intestino;
  • Sangramentos que não conseguem ser controlados por medidas clínicas;
  • Em lesões traumáticas do intestino grosso ou do reto.

PREPARO PARA RETOSSIGMOIDECTOMIA

O tipo de “preparo” do intestino vai depender da preferência do cirurgião; pode ser indicado o uso de laxantes, enema e mudanças nos tipos de alimentos ingeridos nos dias que precedem a cirurgia. Alguns médicos também podem recomendar o uso de antibióticos, para diminuir o número de bactérias no intestino. O médico rotineiramente orienta o paciente sobre o tipo de preparo necessário.

COMO É A CIRURGIA DE RETOSSIGMOIDECTOMIA?

A maneira de realizar a cirurgia, aberta (por corte no meio da barriga) ou minimamente invasiva (por videolaparoscopia ou por robótica), vai depender do conhecimento e experiência do cirurgião. Sabe-se hoje que a cirurgia minimamente invasiva proporciona uma recuperação mais rápida, menos dor no pós-operatório e uma permanência menor no hospital do que a cirurgia por via aberta. Nossa preferência sempre é pela via minimamente invasiva, que pode ser realizada na maioria dos casos.

A cirurgia em si, consiste na retirada de um segmento, uma parte, do intestino. Dependendo da condição do paciente, ou da causa que levou o paciente a ser operado, pode ser necessária a confecção de uma ostomia (colostomia ou ileostomia), pode-se emendar (reconectar) as extremidades do corte do intestino, ou pode se combinar as duas técnicas.

COMPLICAÇÕES DE RETOSSIGMOIDECTOMIA

Como todo e qualquer tipo de cirurgia, pode haver complicações nas retossigmoidectomias. As mais comuns são:

  • Sangramentos;
  • Infecções dentro da barriga, na pele ou em outras partes do corpo;
  • Vazamentos de anastomose (emenda) intestinal;
  • Obstrução do intestino;
  • Desabamento (queda para dentro da barriga) de colostomia ou enterostomia, quando é necessário fazer uma ostomia;
  • Complicações clínicas gerais, como trombose venosa, distensão do intestino (íleo paralítico), náuseas, vômitos e outras.

 

ORIENTAÇÕES SOBRE PRESENÇA DE SANGUE NAS FEZES

Sangramentos ao evacuar podem ser percebidos de maneiras diferentes, como, por exemplo, sangramento vermelho vivo:

  • No papel higiênico após se limpar;
  • Gotejando após a evacuação;
  • Misturado às fezes;
  • Ou ainda evacuação apenas de sangue.

Sangramentos mais difíceis de serem percebidos podem se apresentar como fezes enegrecidas (bem escuras), tipo “borra de café”, também chamada de melena.

Esses sangramentos são indicativos de problemas no sistema digestivo, fezes muito escuras, tipo “borra de café” podem indicar problemas de sangramento no estômago ou intestino fino, e fezes com sangue vivo (vermelho claro), podem indicar problemas no intestino grosso, reto ou ânus.

QUAIS AS POSSÍVEIS CAUSAS DESSES SANGRAMENTOS?

Problemas mais simples como hemorroidas e fissuras anais podem causar sangramentos vivos (bem vermelhos). Úlceras de estômago podem causar fezes escuras (melena). Porém, doenças graves, como o câncer, podem apresentar como sintoma inicial a presença de sangue nas fezes. or Por isso, sempre que observar sangramentos nas fezes, deve-se procurar atendimento médico. Felizmente a maior parte das vezes o sangramento não envolve uma doença grave.

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